Atualizado em março de 2026.
Este post foi originalmente publicado quando o Ellen’s Energy Adventure ainda operava no Epcot. A atração fechou em agosto de 2017, e o espaço reabriu em maio de 2022 como Guardians of the Galaxy: Cosmic Rewind. O conteúdo abaixo reflete a atração atual.
O Ellen’s Energy Adventure e o Universe of Energy
O Ellen’s Energy Adventure ocupou o mesmo pavilhão do Epcot por 21 anos. Era uma atração de 45 minutos sobre energia e dinossauros. Em agosto de 2017, a Disney encerrou sua operação para dar lugar à primeira montanha-russa da história do Epcot: o Guardians of the Galaxy: Cosmic Rewind.
O Que o Ellen Entregava
Era uma das atrações mais longas e peculiares do Epcot: 45 minutos de duração, sentado num teatro que se movia. A experiência começava com um pré-show em pé, depois conduzia o visitante por três ambientes distintos — uma sala de cinema, um diorama com 43 dinossauros animatrônicos e um teatro final. Tudo dentro de seis “carros” de 80 pessoas cada, que se deslocavam silenciosamente de um espaço ao outro.
A proposta era educacional: Ellen DeGeneres sonhava que competia no Jeopardy! respondendo questões sobre energia, com Bill Nye como professor. O Big Bang, a formação de combustíveis fósseis, usinas elétricas — tudo apresentado com humor e tela em alta qualidade. A atração era patrocinada pela Exxon. As comunidades Disney americanas nunca deixavam de notar a ironia.
Para visitantes sem fluência em inglês, boa parte do valor se perdia. O que sobrevivia era o ar condicionado generoso em dias de calor intenso, os dinossauros (genuinamente impressionantes para uma atração de 1996) e a sensação estranha de um teatro que se movia.
Nota pessoal: eu mesmo (Alyson) só deve ter experienciado esta atração umas 2 ou no máximo 3 vezes ao longo de todas as minhas visitas ao Epcot. Era esse tipo de atração — presente, estranha, impossível de ignorar completamente, mas raramente a prioridade de ninguém.
O Que o Cosmic Rewind Entrega
O Cosmic Rewind é uma montanha-russa indoor do tipo Omnicoaster: os carros giram 360 graus de forma independente enquanto percorrem os trilhos. Isso significa que o visitante é direcionado para olhar exatamente para onde a narrativa precisa, criando uma imersão cinematográfica inédita.
O lançamento reverso é o primeiro impacto: a atração acelera de costas antes de inverter a direção no escuro, numa sensação que desequilibra qualquer expectativa de quem já andou em outras montanhas-russas. Altura mínima: 107 cm.
A trilha sonora é sorteada a cada viagem — clássicos dos anos 70 e 80 sincronizados com os movimentos do carro. “September” (Earth, Wind & Fire), “Everybody Wants to Rule the World” (Tears for Fears), “Conga” (Miami Sound Machine). Cada passeio entrega uma experiência auditiva diferente sobre o mesmo percurso físico.
Como Encaixar no Roteiro
A atração opera com fila standby e com Lightning Lane Single Pass (compra individual por atração, não incluída no Multi Pass). Se você ainda não entende a diferença, veja nosso guia completo sobre o Lightning Lane.
Ao sair do Cosmic Rewind no World Discovery, você está a poucos minutos de caminhada do Pavilhão do México no World Showcase. A substituição do Ellen’s pelo Cosmic Rewind segue o mesmo padrão estratégico visto no Magic Kingdom, onde o Splash Mountain virou Tiana’s Bayou Adventure: a Disney mantém a infraestrutura física e substitui o conteúdo por IPs com maior potencial de conexão emocional e merchandising.
Leituras Complementares
Cada atração Disney é uma patente disfarçada de diversão. A engenharia é invisível por design.
Escrevo sobre o negócio e a psicologia por trás da magia. Se a engenharia criativa das atrações Disney te interessa, essa conversa continua em alysondarugna.substack.com.


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