Race through NY with Jimmy Fallon, no parque Universal Studios Florida
Alyson Darugna
Nossa amiga Carol Farias esteve em Orlando recentemente e teve a oportunidade de ver a atração “Race through NY with Jimmy Fallon”, no parque Universal Studios Florida em primeira mão, em uma “soft opening”, ou ensaio técnico.
Aberturas antecipadas e ensaios técnicos desse tipo servem para que a atração passe pelos testes de operação e que possam ser feitos últimos ajustes e pequenas modificações e, quando a atração abrir oficialmente, ela não precise passar por fechamentos que sempre deixam as pessoas muito frustradas.
O fato de alguém ser admitido em uma atração que oficialmente não abriu é visto como um bônus, praticamente um presente aos visitantes. Esses, sabendo disso, acabam tendo uma tolerância maior a qualquer problema que possa acontecer.
Depois que a atração abre oficialmente nossa tolerância a esses engasgos cai bastante.
Quem é Jimmy Fallon?
Em poucas palavras: Jimmy Fallon é um cara engraçado pra caramba!
Muita gente da nossa idade se identifica com ele porque ele trata de referências que fazem sentido para a nossa geração. Ele aborda temas que pra nós ativam um senso de saudosismo e nostalgia.
Banda de palco estilo nostalgia
A própria banda de palco do programa dele é uma banda com tradição no Hip Hop. Não é uma banda que ele formou especialmente para o programa. Ele preferiu contratar uma banda já conhecida, pelo menos por quem cresceu na década de 90 e chegou a curtir Hip Hop.
Cultura pop “from the 90’s”
Jimmy Fallon também faz referências frequentes a video-games e cultura pop da década de 90, às vezes até de 80.
Quando Madonna veio ao show, em vez de tocar uma música mais recente, ela tocou uma versão de Borderline, música lançada em 1983, mas que continuou sendo muito tocada na década de 90.
Vamos então ao relato da amiga Carol Farias:
Na dia 09 de março, estive no Universal Studios. Durante a manhã, descobri que a nova atração “Race through NY with Jimmy Fallon” (que inaugura oficialmente em abril) estava admitindo guests para os últimos testes (que são chamados de “soft opening”).
Fui procurar saber como fazia pra conseguir ir na atração e era bem simples: era só você pegar um passe num quiosque ao lado.
Neste quiosque era possível selecionar de 1 a 5 guests, com hora marcada, numa janela de 30 minutos e pronto!
Como é a tal fila virtual?
No horário marcado, entrei na atração e recebi um cartão azul. Fui pra uma área de espera onde todos estavam com o mesmo cartão azul. A área de espera é uma galeria com fotos e objetos dos apresentadores que já passaram pelo “Tonight Show”, entre eles Jay Leno, Johnny Carson e o atual Jimmy Fallon.
Em seguida, fui encaminhada para um salão (bem espaçoso, mas sem cadeiras pra sentar).
Área de espera estilo museu
Nesse salão há vídeos contínuos dos melhores momentos do show. Fiquei uns 30 minutos esperando, mas confesso que fiquei entretida e nem senti esse tempo todo passar. Por outro lado, havia uma pessoa no meu grupo que não falava inglês e achou os 30 minutos uma eternidade!
No cartão azul havia instruções sobre como proceder para entrar na atração propriamente dita, e foi aí que reparei que havia outros cartões com outras cores (mais precisamente as cores do galo que é o logotipo da NBC – laranja, amarelo, vermelho, roxo, azul e verde).
Nas instruções, éramos orientados a esperar uma mudança na cor das luzes do saguão para azul (nossa cor), para aí procurarmos o anfitrião no “Studio Entrance”, e então entrarmos no simulador.
E como é a simulação?
Entramos em um anfiteatro com os mesmos moldes da atração dos Minions – muitos assentos e tela gigante côncava. Recebemos óculos 3D e sentamos, com cinto de segurança abdominal.
A simulação é incrível, tecnologia maravilhosa. Cada vez mais você se sente dentro do vídeo.
Você acompanha o Jimmy Fallon através da Times Square, dos céus de Manhattan, do rio Hudson…
Vale a pena essa atração do Jimmy Fallon?
Achei a atração muito boa, mas muito curta, ainda mais se você for parar pra pensar que esperei quase 50 minutos pela simulação (que tinha hora marcada! Ou seja, não enfrentei uma fila nos moldes tradicionais para entrar – imagina com fila!). Tudo bem que os melhores momentos do show foram ótimos – ri bastante!
Mas não sei se uma criança ou uma pessoa que não tenha um inglês intermediário (pelo menos!) acharia a espera longa demais pelo que a atração entrega.
Enfim, é isso! Iria de novo, com certeza, mas com ressalvas em relação à espera.
Ass.: Carol Farias
Considerações Finais
Com base no relato da Carol Farias, e em relatos de outros criadores de conteúdo que consideramos referências, nossa conclusão é que a atração “Race through NY with Jimmy Fallon” parece ser divertida, mas nada sensacional.
Quando o Jimmy Fallon disse em seu programa que a nova atração poderia ser considerada similar ao Soarin’ eu, Alyson, fiquei bastante empolgado. Mas pelo visto essas duas atrações nem ao menos estariam na mesma categoria, como o apresentador teria dado a entender.
De qualquer forma eu acredito que experiência geral da atração vá ter apelo, principalmente ao público saudosista como eu, que entende e acha graça nas referências nostálgicas do apresentador.
A competição entre Disney e Universal não é sobre atrações. É sobre quem controla a narrativa do destino.
Escrevo sobre o negócio e a psicologia por trás da magia. Se a disputa estratégica entre os gigantes de Orlando te interessa, essa conversa continua em alysondarugna.substack.com.