Afinal de contas, seria este o melhor momento para frequentar os parques Disney?

Em um primeiro prisma, esta pergunta só tem cabimento para aqueles que podem livremente frequentar o Walt Disney World Resort neste momento, o que exclui de plano a grande maioria dos brasileiros por conta do Travel Ban que ainda vige em território americano para voos oriundos de diversos países, inclusive o nosso.

Em acréscimo, não parece ser a melhor opção pelo que orientam a medicina e o senso comum, dadas as limitações e os perigos inerentes à incursão em tempos pandêmicos, entretanto este não será o nosso eixo argumentativo.

Magic Kingdom em tempo de experiência completa

De qualquer forma, enveredemos por um “esforço de reportagem” para projetar (ou tentar projetar) em um futuro próximo a viabilidade de uma visita ao mundo mágico (sem as aspas, por entender que a magia é literal).

De início, cabe ressaltar que este texto tem como foco o público brasileiro residente no Brasil, dado o necessário cotejo entre a utilidade da redação e a maior abrangência do público-alvo, conferindo-lhe o mínimo de eficácia.

Nessa sucessão de ideias, seria melhor repaginar a indagação para apresentá-la nos seguintes termos:

Caso pudéssemos acessar os parques Disney seria este um bom momento?

Sem margem para alegorias argumentativas diria que não.

Leandro Poyares

Com respeito aos que entendem o contrário, alguns aspectos devem ser levados em conta. A maioria deles está muito bem explicado no artigo da autoria do amigo Alyson Regis Darugna intitulado “8 INDÍCIOS DE QUE 2020 PODE NÃO SER NOSSO ANO EM ORLANDO” cujo link segue para ilustração aqui.

Por dever de honestidade, o único fato ali apontado que neste momento histórico arrefeceu, diz respeito ao item 7, os protestos. Ainda assim, em ano eleitoral, é possível que os protestos persistam com a nova embalagem de comícios ou “political campaigns” dado o antagonismo político entre republicanos e democratas no país, em especial, nesta quadra da história.

Esquivando-nos um pouco disso tudo, “let’s get back to basics”.

Coladinhas nos personagens, como a gente gosta

Qual a situação atual nos parques?

Hoje vemos parques com limitações variadas. Sinal dos tempos. As limitações são absolutamente necessárias, porém, nem por isso, deixam de ser limitações. 

Antes de comemorarmos os parques mais vazios, devemos tentar entender os motivos desta restrição. Vivemos em meio a uma pandemia de sérias repercussões e não é por outro motivo que os parques estão vazios. 

Assim sendo, não há o que comemorar neste momento.

Isso de alguma forma vai de encontro à visão de otimismo de Walt Disney? Não, ao meu sentir. O otimismo é a projeção de uma situação com o olhar positivo. 

Na Universal, pois nem só de Disney vive uma viagem a Orlando

E daqui para frente?

Não há motivos para não vislumbrarmos um futuro promissor, porém, temos que analisar o momento com um olhar maduro, livre de paixões que nos ceguem. Sempre penso no “first timer” quando leio um artigo ou vejo um vídeo relacionado à Disney.

Penso: – Este texto se aplicaria a alguém que nunca teve a experiência Disney?

Se não, descarto. Sei que grande parte dos aficionados Disney deste e de outros grupos são frequentadores assíduos, mas e quanto aos novatos? Estaria correta uma mensagem que implicasse na percepção de que, hoje, ele teria a melhor experiência de todos os tempos?

Os esforços necessários para a realização de um sonho

Como sabemos, a decisão no seio de uma família de conhecer o mundo mágico de Walt Disney implica em renúncia, esforço, abnegação e prudência financeira. Infelizmente, muitos têm a vontade de realizar o sonho, porém poucos conseguem. Temos que ter como perspectiva que vivemos em um país com sérias dificuldades financeiras e com uma cruel concentração de renda. Isto é ainda exacerbado em tempos de dólares nas alturas.

Para uma boa parcela que alcança o objetivo, sua visita será única. Assim sendo, por vezes, há uma poupança de vida inteira para financiar a tão sonhada viagem. Penso que há um compromisso ou uma responsabilidade conjunta entre criadores de conteúdo, influenciadores digitais e analógicos, frequentadores recorrentes e cia. 

Nosso compromisso é melhorar a experiência de todos. Aqui não vai uma crítica àqueles que entendem que este seria o melhor momento para se visitar o Resort, porém, me vejo no direito de contrapor esta visão e também oferecer um novo paradigma.

A Disney que eu quero ver

Conheci a Disney dos fogos de artifício, das paradas de rua clássicas, da água que corria na Family Robinson Treehouse, de um retrato histórico da evolução no Carousel of Progress, da Tom Sawyer Island, do cachorro-quente no Casey’s Corner, das barraquinhas do Epcot, dos restaurantes em pleno funcionamento, de um fim de dia cansativo mas com muitos “Wishes” e , posteriormente, sendo coroado em um “Happily Ever After”.

E é com um espírito altruísta que acho que esta rede de amigos deve experimentar o que eu vivi há 27 anos atrás. Um parque em pleno funcionamento, com todas as suas possibilidades, multifacetado, multicolorido, experimentável em todas as suas nuances, tons e sinergias. 

Não, amigos, ainda não é o momento, mas será em breve. 

Sou um otimista incorrigível, porém ostento um amor maduro. Gostaria de terminar este pequeno contributo com um texto de minha autoria divulgado por queridos amigos que comungam da minha paixão. Se quiser me acusar de pessimista depois de ler o texto, be my guest! 

Não esperem que eu seja um antagonista, não tenho nem o perfil para o papel, sou apenas alguém que procura ser honesto com o que pensa, e que, pretende, sob esta premissa, ajudar e inspirar.

Texto anterior

Por ironia do destino o mal veio em forma de coroa. Veio trazendo o silêncio, a solidão e certa tristeza. Fecharam as portas do meu Reino e um aperto no peito eu sinto. 

Não ouço mais o splash da montanha, não sinto o cheiro de hot dog no fim da rua principal. Não vejo mais a vida selvagem projetada na árvore. Já não posso visitar meus países prediletos. Tive que desmarcar o encontro com minha dupla de camundongos preferida. Já não se ouve mais o espocar dos sabres de luz.

Mas de onde eu vim a tristeza não dura muito. O mal pode até surgir em prólogo, mas é sempre defenestrado num Happily Ever After. Não somos crias do sombrio ou do nefasto, encaramos a vida com positividade e otimismo. Um adorável senhor uma vez disse que se podemos sonhar, podemos fazer. 

Cerraram-se as cortinas, mas dentro em breve voltaremos ao palco principal e a única coroa a ser admirada será a que orna as princesas. Vivemos dias de muita emoção, risos e lágrimas no nosso local. Compartilhamos estes momentos com nossos amados. E estaremos adentrando a Main Street antes do que imaginamos, pois como ensina a canção “There’s a great, big, beautiful tomorrow, And tomorrow’s just a dream away”.

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