Nossos amigos aqui de Blumenau, a família Ziebarth resolveu visitar a cidade de Celebration durante em sua última viagem. As crianças participaram inclusive do tradicional Trick-or-treating e ela, a Daiany Ziebarth nos conta tudo abaixo.

Alyson Regis Darugna

Em outubro de 2O18 meu marido e eu fizemos uma viagem para Orlando com nossos filhos e meus sogros e tivemos a oportunidade de vivenciar uma experiência fantástica no Halloween em Celebration, Flórida.

Quando se fala em Halloween em Orlando, logo nos vem à mente o Not So Scary Halloween Party do Magic Kingdom, mas nossa ideia era participar do trick or treat junto aos moradores locais, como vemos na TV, e se tem uma palavra que pode descrever o que sentimos lá, é felicidade.

A origem do Halloween

O Halloween, embora muito de nós acredite ter sua origem nos Estados Unidos, nasceu na Irlanda. Pesquisando na internet descobri que o termo Halloween ou Hallowe’en surgiu no século XVII e é uma abreviatura escocesa de Allhallow-even, que quer dizer eve of all saints (noite de todos os santos). Originalmente era uma celebração celta que marcava o fim do verão e durava três dias.  

Em meados do século XIX a Grande Fome (1845-1849) dizimou uma grande parte da população da Irlanda e levou um grande número de irlandeses aos Estados Unidos da América, e com eles a tradição do Halloween.

Halloween nos Estados Unidos

Mais de dois mil anos depois a festividade, que ganhou raízes em solo americano, continua a ser festejada no dia 31 de outubro com uma grande celebração, com paradas e grandes eventos públicos, comida, doces e máscaras.  

Tradicionalmente os norte-americanos enfeitam suas casas e preparam-se com guloseimas para receber a visita, em sua maioria de crianças, fantasiadas e/ou mascaradas, uma prática que se tornou o típico trick or treat (doce ou travessura), sendo o Halloween a segunda festividade mais lucrativa nos Estados Unidos, perdendo apenas para o Natal.

Halloween no Brasil

No Brasil a tradição de Halloween não é tão forte como nos Estados Unidos, mas em alguns locais é comemorado. Quando eu era criança, participei de alguns Halloweens organizados pela escola de inglês em que eu e meu irmão estudávamos, e atualmente as escolas de inglês da cidade onde moro também costumam organizar a festa.

Dessa forma, meus filhos Carolina e Eduardo, hoje com 9 anos, acabaram conhecendo um pouco dessa festividade. Além disso, o Halloween freqüentemente é mostrado nas séries de TV americanas que eles assistem.

Nossa experiência com o Halloween na Flórida

Em outubro de 2018 fizemos a primeira viagem para Orlando em família com nossos filhos. O período do Halloween não foi escolhido propositalmente, pois nossa escolha estava baseada nos feriados nacionais em que as crianças perdessem menos aulas na escola.

Nem mesmo havíamos pensado ainda na lotação dos parques naquele período, mas fomos extremamente bem sucedidos na escolha das datas.  Mesmo estando lá em dias de Not So Scary Halloween Party  no Magic Kingdom, não estivemos no parque para conhecer a festa, porém tivemos uma excelente experiência que contarei em breve.

Brasileiros “trick-or-treating” em Celebration

Sabendo que estaríamos em Orando no Halloween, minha filha me pediu para realizar seu sonho de participar do trick-or-treating. Comecei a pesquisar na internet em que lugares poderíamos levá-los para conhecer de perto a festividade. Logo Celebration apareceu no topo da lista.

Conhecida por muitos como “cidade planejada pela Disney”, é um lindo lugar, com ruas largas e bem sinalizadas, lindos jardins e parques, possui várias lojas e restaurantes, prefeitura, escola pública, hospital, bombeiros, igreja, banco e campo de golfe. Sabe aquelas cidadezinhas fofas que vemos em filmes? Assim é Celebration.

Ainda em dúvida sobre ir ou não, questionei em grupos no Facebook e recebi diversas respostas, algumas delas totalmente desanimadoras. Numa delas, um brasileiro, morador da cidade, disse que turistas não eram bem-vindos, que não devíamos ir.

Ainda em dúvida, perguntei a um amigo do meu marido, o Carlos Eduardo Silva do blog Ponto Orlando, que mora há anos na Flórida, e ele nos incentivou. Sua dica foi chegar antes de escurecer.

Em busca das fantasias

Procuramos fantasias em lojas comuns, como Marshall’s e Ross, além do Walmart, e não foi fácil encontrar como gostaríamos. Descobrimos depois, através da Patrícia Darugna que existe uma loja chamada Party City, que é especializada em artigos para festa e tem uma sessão específica de fantasias de todos os tipos.

Nos Estados Unidos, porém, as fantasias de Halloween não precisam necessariamente ser assustadoras, então minha filha Carolina usou sua fantasia de Cinderela, comprada na loja Mouse Gear, que fica na parte Future World, do parque Epcot, para usar no Bibbidi Bobbidi Boutique, que ela fez no dia seguinte no Magic Kingdom, e meu filho Eduardo foi com uma fantasia de pirata que encontramos no Walmart, depois de muito procurar, e que era bem completa, tinha até as botas.

Era uma quarta-feira, havíamos passado o dia no parque aquático do grupo Universal, o Volcano Bay e, após um banho rápido, com as crianças já prontas, saímos do hotel por volta das 17 horas.

A importância de comprar com antcedência

Não tínhamos comprado baldes de doces ou as famosas abóboras de plástico. Havíamos visto várias delas no Walmart mas deixamos para comprar no dia a caminho, e para nossa surpresa, não tinha mais nenhuma naquele que fomos! Então compramos sacolinhas com tema Disney e seguimos para Celebration, pois não podíamos perder tempo.

Vimos esqueletos nas varandas e muitas teias de aranha.

Daiany Ziebarth

Já nas primeiras casas da cidade começamos a ver a decoração. A primeira que vimos tinha esqueletos na varanda e muitas teias de aranha. A impressão que tive foi de que a festa seria assustadora, mais no estilo Halloween Horror Nights da Universal, mas isso mudou ao longo do passeio.

Usamos o Waze para navegação GPS

Em Orlando e arredores estávamos sempre nos guiando pelo aplicativo Waze, e ele mostrava muito trânsito na região central de Celebration, então começamos a ziguezaguear pelas ruas laterais e cada vez mais víamos lindas casas decoradas.

Ainda estávamos nos sentindo um pouco perdidos por ali, e não havia movimento de pessoas nas calçadas. Quando começamos a nos aproximar do centro o cenário mudou. Estacionar não foi fácil, mas paramos em uma rua mais quieta e saímos a pé.

A cada quadra nos surpreendíamos mais com as decorações e começamos a seguir as pessoas que caminhavam com crianças fantasiadas e logo chegamos em várias casas onde havia distribuição de doces.

Diferente do que foi relatado pelo brasileiro que se disse morador de Celebration, que turistas não eram bem recebidos, havia muitos de nós por lá e fomos extremamente bem recepcionados em todas as casas por onde passamos.

Adultos distribuindo doces

Na maioria delas adultos distribuíam doces sentados em suas varandas decoradas, muitos deles fantasiados, ou somente com perucas coloridas, sempre muito sorridentes, gentis e brincalhões.

Em alguns casos os moradores deixavam doces na frente da casa com um bilhete escrito “Take only one”.  

Em uma residência uma criança de 4 anos ajudava seus avós a entregar os doces, fantasiada de Jasmine. Havia casas com DJ, com verdadeiras festas, luzes coloridas, projeções de luz e decorações incríveis.

Em uma delas vimos super-heróis e outra estava toda tematizada de Moana, inclusive seus moradores estavam fantasiados no tema.

Na maioria das residências podíamos ver abóboras gigantes, teias de aranha e caveiras ou dragões em seus jardins. Minha filha se lembra de uma casa onde havia uma caveira de um cachorro. Havia também um cemitério com lápides, mas nada assustador demais.

Não era um parque da Disney, mas havia magia naquele lugar. A felicidade estava em toda parte, naqueles que entregavam os doces e nos que os recebiam.

Daiany Ziebarth

Como estávamos nos distanciando muito do carro, resolvemos voltar para pegá-lo. Depois fomos parando ao longo do caminho em muitas outras casas, e em algumas ruas acompanhávamos as crianças, que iam caminhando na calçada.

Era tentador parar em todas as casas, e não só pelos doces que as crianças ganhavam, mas pela alegria das pessoas. A gente se lembra de um senhor vestido de mago que elogiou a Carolina e lhe deu um chocolate especial porque ela era uma princesa.

Em outra casa um senhor brincou bastante com o Eduardo e disse que o pirata era seu personagem favorito. Tiramos muitas fotos, inclusive com os moradores, as crianças ganharam muitos chocolates, balas e chicletes.

Naquela casa dos super-heróis as crianças ganharam lembrancinhas do mesmo tema, sendo de mulher maravilha para a Carol e de super homem para o Dudu.

Daiany Ziebarth

Já era noite quando fomos até o centro da cidade. Ainda havia trânsito mas era maior no sentido de saída da cidade e estava sendo controlado por guardas.

Na Market Street havia uma grande concentração de pessoas, em sua maioria jovens, e os restaurantes estavam lotados. Na vitrine da Market Street Gallery a decoração já era natalina, e lindíssima. Não entramos na loja pois as crianças já estavam cansadas.

Tomamos sorvete na Le Macaron na Front Street e resolvemos então voltar para o hotel, pois no dia seguinte acordaríamos cedo para ir para ir ao Magic kingdom. Na saída nosso carro foi cercado de jovens mascarados que brincavam com quem passava por ali. Foi muito divertido!

Considerações Finais

Nossa experiência foi fantástica, vivenciamos uma tradição entre os moradores locais e nos sentimos integrantes da festa.

Além disso, a cidade e suas casas são lindas. Voltamos felizes e, o sonho que era da Carolina, foi uma grande alegria para todos nós.

Sentimos o verdadeiro espírito do Halloween e guardaremos para sempre essas lembranças. É um passeio que vale a pena incluir no seu roteiro de viagem para Orlando,  e acredito que não só no Halloween, pois mesmo sem festa, há muito o que apreciar por lá e o lugar é encantador.

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